quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Positivismo, Auguste Comte e a Sociologia

O positivismo, Auguste Comte e a Sociologia 

O Positivismo e sua Influência na Criação da Sociologia

O positivismo é uma corrente filosófica e científica que surgiu no século XIX, tendo como principal expoente o filósofo francês Auguste Comte. Essa corrente defende a ideia de que o conhecimento verdadeiro só pode ser obtido por meio da observação, experimentação e análise dos fenômenos, rejeitando explicações metafísicas ou teológicas. O positivismo busca estabelecer leis gerais que expliquem o funcionamento da sociedade e da natureza, baseando-se em métodos científicos rigorosos.

Características do Positivismo

1. Cientificismo: O positivismo valoriza a ciência como a única forma legítima de conhecimento, defendendo que todos os aspectos da realidade podem ser estudados e compreendidos por meio de métodos científicos.

2. Empirismo: A observação e a experimentação são fundamentais para a obtenção de conhecimento. O positivismo rejeita especulações que não possam ser comprovadas empiricamente.

3. Leis Gerais:  O objetivo é descobrir leis universais que regem os fenômenos naturais e sociais, permitindo prever e controlar esses fenômenos.

4. Progresso: O positivismo acredita no progresso contínuo da humanidade por meio do avanço científico e tecnológico.

5. Ordem e Progresso: A sociedade deve ser organizada de forma racional e científica, promovendo a ordem social e o desenvolvimento.

Objetivo do Positivismo

O principal objetivo do positivismo é estabelecer uma base científica para o estudo da sociedade e da natureza, substituindo as explicações religiosas e metafísicas por explicações baseadas em fatos observáveis e mensuráveis. Comte acreditava que, ao aplicar métodos científicos ao estudo da sociedade, seria possível compreender e resolver os problemas sociais, promovendo o progresso e a harmonia.

Quem foi Auguste Comte?

Auguste Comte (1798-1857) foi um filósofo francês considerado o pai do positivismo e um dos fundadores da Sociologia. Ele desenvolveu uma abordagem sistemática para o estudo da sociedade, que ele chamou de "física social", mais tarde renomeada como "Sociologia". Comte acreditava que a sociedade passava por estágios de desenvolvimento, desde o teológico (baseado na religião) até o positivo (baseado na ciência).

Contribuições de Auguste Comte para o Positivismo e para a Sociologia

1. Lei dos Três Estados: Comte propôs que a humanidade passou por três estágios de desenvolvimento intelectual: o teológico (explicações baseadas em divindades), o metafísico (explicações baseadas em abstrações filosóficas) e o positivo (explicações baseadas na ciência).

2. Criação da Sociologia: Comte foi o primeiro a propor uma ciência dedicada ao estudo da sociedade, que ele chamou inicialmente de "física social". Ele acreditava que a Sociologia poderia descobrir as leis que regem o comportamento humano e a organização social.

3. Método Científico: Comte defendeu a aplicação de métodos científicos ao estudo da sociedade, incluindo observação, experimentação e comparação.

4. Promoção da Ordem Social: Comte acreditava que a Sociologia poderia ajudar a estabelecer uma ordem social baseada no conhecimento científico, promovendo a estabilidade e o progresso.

Objetivo da Sociologia no Século XIX

No século XIX, o objetivo principal da Sociologia, conforme proposto por Comte, era compreender as leis que regem a sociedade e usar esse conhecimento para promover a ordem e o progresso social. A Sociologia buscava explicar os fenômenos sociais de forma científica, afastando-se das explicações religiosas e metafísicas. Além disso, a Sociologia tinha um papel prático: fornecer as bases para a reforma social, ajudando a resolver problemas como a desigualdade, a pobreza e a instabilidade política.

Em resumo, o positivismo, com sua ênfase na ciência e na observação empírica, teve um impacto profundo na criação e no desenvolvimento da Sociologia. Auguste Comte, como principal expoente dessa corrente, não apenas estabeleceu os fundamentos teóricos da Sociologia, mas também defendeu sua aplicação prática para a melhoria da sociedade. A influência do positivismo pode ser vista até hoje na maneira como a Sociologia e outras ciências sociais abordam o estudo da sociedade e dos fenômenos humanos.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Surgimento da sociedade capitalista e suas principais características.

Surgimento do capitalismo e as suas principais características

O surgimento do capitalismo e a formação da sociedade capitalista são processos históricos complexos que se desenvolveram ao longo de séculos, com raízes que remontam à transição do feudalismo para a modernidade na Europa. Esse processo foi marcado por transformações econômicas, sociais, políticas e culturais que redefiniram as relações de produção e a organização da sociedade.

Origens do Capitalismo

O capitalismo começou a se delinear a partir do final da Idade Média (séculos XIV e XV), quando o sistema feudal, baseado na agricultura de subsistência e nas relações de servidão, entrou em crise. Fatores como o crescimento populacional, a expansão do comércio e o surgimento de novas técnicas agrícolas e manufatureiras contribuíram para essa mudança. Além disso, a urbanização e o renascimento comercial, impulsionados pelas rotas de comércio entre o Oriente e o Ocidente, criaram as condições para o desenvolvimento de uma economia monetária.

A partir do século XVI, com a expansão marítima europeia e a colonização das Américas, África e Ásia, o comércio internacional ganhou nova dimensão. A acumulação de metais preciosos, a exploração de colônias e o tráfico de escravizados foram fundamentais para a formação de grandes capitais, que financiaram o desenvolvimento de manufaturas e o surgimento de uma classe mercantil poderosa.

A Revolução Industrial e a Consolidação do Capitalismo

O marco decisivo para a consolidação do capitalismo foi a Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra no final do século XVIII. A invenção de máquinas a vapor, o desenvolvimento de novas tecnologias e a mecanização da produção transformaram radicalmente a economia e a sociedade. A fábrica substituiu a oficina artesanal, e a produção em larga escala tornou-se possível, aumentando a produtividade e reduzindo custos.

Nesse contexto, a burguesia, classe social que controlava os meios de produção, consolidou-se como a nova elite econômica e política. A relação entre capital e trabalho passou a ser mediada pelo salário, e os trabalhadores, agora desprovidos de meios de subsistência próprios, tornaram-se dependentes da venda de sua força de trabalho para sobreviver.

A Sociedade Capitalista

A sociedade capitalista é caracterizada pela propriedade privada dos meios de produção, pela busca do lucro e pela acumulação de capital. Nela, o mercado desempenha um papel central na regulação da economia, e a concorrência é um dos motores do desenvolvimento tecnológico e da inovação.

A divisão de classes entre burguesia (proprietários dos meios de produção) e proletariado (trabalhadores assalariados) é uma das características fundamentais dessa sociedade. Além disso, o capitalismo promoveu a urbanização acelerada, a globalização das relações econômicas e a expansão do consumo.

Críticas e Transformações

Ao longo do tempo, o capitalismo enfrentou críticas e crises, como as desigualdades sociais, a exploração do trabalho e os impactos ambientais. Movimentos sociais, sindicais e políticos surgiram para contestar as injustiças do sistema, levando à criação de leis trabalhistas, sistemas de proteção social e, em alguns casos, à adoção de modelos de economia mista, com maior intervenção do Estado na economia.

Hoje, o capitalismo se apresenta em diversas formas, desde o neoliberalismo, que defende a mínima intervenção estatal, até modelos que buscam conciliar o crescimento econômico com a redução das desigualdades e a sustentabilidade.

13 de março de 2025 - Foto do quadro aula 02 turma 3001 

Foto do quadro 📷 da aula surgimento do capitalismo e suas características.